Exercício de Desagravo pelo Carnaval
Exercícios e ofícios devocionais

Exercício de Desagravo pelo Carnaval

Nestes dias do Carnaval, para desagravar nosso Senhor Jesus Cristo ao menos um pouco pelos ultrajes que lhe são feitos, os santos aplicavam-se, de modo especial, ao recolhimento, à oração, à penitência, e multiplicavam…

Seções
1
Idioma inicial
Português
100%

Nestes dias do Carnaval, para desagravar nosso Senhor Jesus Cristo ao menos um pouco pelos ultrajes que lhe são feitos, os santos aplicavam-se, de modo especial, ao recolhimento, à oração, à penitência, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com seu Bem-Amado.

As ofensas cometidas contra nosso Senhor Jesus Cristo no Carnaval, as práticas de desagravo dos santos e um convite à reparação.

Procuremos imitar o exemplo dos santos, e se mais do que eles não pudermos fazer, visitemos muitas vezes o Santíssimo Sacramento e fiquemos certos de que Jesus Cristo nos recompensará com as graças mais importantes para nossa salvação. Como diz o Eclesiástico: “Fidem posside cum amico in paupertate illius, ut et in bonis illius laeteris ― Guarda fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com ele nas suas riquezas” (Eclo 22, 28).

As ofensas cometidas contra nosso Senhor Jesus Cristo no Carnaval

Este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que principalmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e é como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado já desonra Deus, o injuria e o despreza, imaginemos quanto o divino Redentor deve afligir-Se neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, até mesmo por pessoas que Lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível à dor, mas, se ainda pudesse sofrer, morreria nestes dias desgraçados, tantas vezes quantas são as ofensas que Lhe são feitas.

Na Liturgia pré-conciliar, no chamado domingo de Quinquagésima, que precedia as festas de Carnaval, não sem razão mística a Igreja propunha para a nossa meditação uma leitura do Evangelho na qual Jesus Cristo prediz a sua dolorosa Paixão. Com isso, a nossa boa Mãe deseja que nós, seus filhos, unamo-nos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e O consolemos com os nossos obséquios; porquanto os pecadores, nestes dias, mais do que em outros tempos, Lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho.

“Tradetur gentibus — Ele vai ser entregue aos gentios” (Lc 18, 32). Nestes tristes dias, os cristãos, e até entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e O entregarão nas mãos do demônio. Eles trairão o Senhor, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles trairão Jesus, não por trinta moedas de prata, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer, por um divertimento momentâneo!

“Illudetur, flagellabitur et conspuetur — Hão de escarnecer dele, ultrajá-lo, desprezá-lo” (Lc 18, 32). Uma das mais baixas infâmias que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão foi que os soldados Lhe vendaram os olhos e, como se Ele nada visse, O cobriram de escarros, e Lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? (cf. Lc 22, 64).

Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm pejo de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra Santo Nome de Deus! — “Et postquam flagellaverint, occident eum — Depois de o terem açoitado, o farão morrer” (Lc 18, 33). Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus, ah! nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes[1].

É exatamente isto que Jesus Cristo quis dizer a Santa Gertrudes aparecendo-Lhe num domingo de Quinquagésima, todo coberto de sangue, com as carnes rasgadas, na atitude do “Ecce Homo” (Jo 19, 5), e com dois algozes ao lado, que lhe apertavam a coroa de espinhos e O batiam sem piedade. Ah! Meu pobre Senhor!

A reparação dos santos às ofensas contra nosso Senhor Jesus Cristo

Na sequência do Evangelho de São Lucas, aproximando-se Jesus da cidade de Jericó, um cego estava sentado à beira da estrada e pedia esmolas. Ao saber que por ali passava Jesus de Nazaré, apesar das rudes repreensões, a fim de que se calasse, não cessava de gritar: “Jesus, Filho de Davi, tende piedade de mim” (Lc 18, 38). Por isso, o cego mereceu que, em recompensa de sua fé, o Senhor lhe restituísse a visão: “Fides tua te salvum fecit — A tua fé te salvou” (Lc 18, 42).

Nesses dias, se quisermos agradar o Senhor, eis aí o que também nós devemos fazer. Imitemos a fé daquele pobre cego e, neste tempo de libertinagem desenfreada, enquanto os outros só pensam em se divertir com prazeres mundanos, procuremos estar, mais do que de costume, diante do Santíssimo Sacramento. Não nos importemos com os escárnios do mundo, mas lembremo-nos do que dizia São Pedro Crisólogo: “Qui iocari voluerit cum diabolo, non poterit gaudere cum Christo — Quem quiser brincar com o demônio, não poderá gozar com Cristo”[2]. Quando nos acharmos na presença de Jesus Cristo no tabernáculo, peçamos-Lhe luz para detestarmos as ofensas que O magoam tão profundamente. Peçamos ao Senhor não somente para nós mesmos, senão também para tantos irmãos nossos desviados: “Domine, ut videam — Senhor, fazei-me ver” (Lc 18, 41).

A fim de desagravar o Senhor um pouco de tantos ultrajes, os santos aplicavam-se no tempo de Carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor ao seu Bem-Amado:

No tempo de carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente[3].

A reparação das ofensas contra nosso Senhor Jesus Cristo

Numa palavra, todos os santos, porque amaram Jesus Cristo, esforçaram-se o mais que podiam para santificar o tempo do Carnaval. Sendo assim, se amamos também o amabilíssimo Redentor, imitemos os santos. Se não podemos fazer mais, procuremos ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença do Santíssimo Sacramento, ou bem recolhidos em nossas casas, aos pés de Jesus Cristo crucificado, para chorar as muitas ofensas que Lhe são feitas nesses dias.

“Ut et in bonis illius laeteris― para que te alegres com ele nas suas riquezas” (Eclo 22, 28). O meio para adquirirmos um tesouro imenso de méritos e obtermos do céu as graças mais notáveis é sermos fiéis a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-Lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo, como nos ensina o livro do Eclesiástico: “Fidem posside cum amico in paupertate illius, ut et in bonis illius laeteris ― Guarda fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com ele nas suas riquezas” (Eclo 22, 28). Oh, como Jesus, nosso amigo, agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de Carnaval Lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!

Conta-se que, certa vez, Santa Gertrudes viu num êxtase o divino Redentor que ordenava ao Apóstolo São João que escrevesse com letras de ouro os atos de virtude feitos por ela no Carnaval, a fim de recompensá-la com graças especialíssimas. Foi exatamente neste mesmo tempo, enquanto Santa Catarina de Sena estava orando e chorando os pecados que se cometiam na quinta-feira gorda – comemorada na última quinta-feira antes do início da Quaresma – que o Senhor declarou-a sua esposa, em recompensa dos obséquios praticados pela Santa no tempo de tantas ofensas.

Caminho de oração

Orações e etapas

1

Orações

Quão gravemente se ofende Nosso Senhor Soberano nestes dias nestes dias

I. Prestai atenção e ponderai, alma minha, se há ou não motivos muito justos para te apresentares e prestares homenagem reparadora ao Divino Esposo Jesus nestes dias diabólicos de carnaval. Estes são dias em que Satanás realmente parece ter recuperado a posse completa do mundo, já que muitas pessoas rapidamente se mostram seus vassalos. Aquela palavra do Divino Salvador (Nunc princeps hujus mundi ejiciétur foras) parece na verdade desmentida pelo espetáculo que nossa sociedade cristã oferece em tais dias. Um novo código parece ter sido proclamado em vez do Evangelho, uma nova moralidade, um novo deus, um novo culto. Tudo é tolerável, tudo se dispensa facilmente, como se Deus e a Igreja tivessem abdicado nestes dias de sua autoridade soberana sobre os costumes e as consciências. Ataques à religião em grosseiras paródias dela, mesmo de seus mistérios mais augustos; ataques ao pudor e à honestidade mesmo nas ruas e praças mais movimentadas. Cristo, nosso Deus e Senhor, pode olhar para este espetáculo imundo e exclamar com angústia: “São estes os filhos que remi com o meu sangue, chamados com a minha graça e selados com o meu batismo?” Sim, meu Deus e meu Jesus e meu amado Esposo! São eles, mas não como Vós os desejais, à Vossa imagem e semelhança, mas como seu inimigo Lúcifer os transformou e os desfigurou. São estes, não mais cristãos, mas pagãos novamente, como se por eles Vós não tivésseis sofrido e morrido. Ó meu desprezado Bem! Oh sangue pisoteado! Ó sagrada Cruz renegada e desconhecida! Ó hedionda ingratidão!

II. Reflete, minha alma, considerando estas razões, embora Deus nosso Senhor seja ofendido todos os dias do ano, é nestes dias que a ofensa mais violenta e repetida é dirigida à Sua divina honra. Esta, mais que a última da Quaresma, é a sua verdadeira semana da Paixão. A santa Igreja tem motivos para ter colocado como Evangelho da Quinquagésima aquele muito triste: Ecce ascéndimus Jerosólymam, que parece ter sido escrito para estes dias. Sim, voltamos a Jerusalém, voltamos ao Calvário, repetimos a sangrenta tragédia do povo judeu. Só que agora o próprio povo cristão é muito mais cruel. Sim, Cristo é novamente cuspido, esbofeteado, colocado na cruz, zombado e vaiado sobre ela. Daqui posso ouvir os uivos de um povo brutal que prefere seguir o infame Barrabás em vez de Cristo. Daqui do tabernáculo abandonado se pode ouvir o burburinho das massas seduzidas que zombam dEle, blasfemam e amaldiçoam. Oh meu pobre Jesus! E Vós aqui suportando sozinho a vergonha dessas zombarias! Vós, sozinho aqui com um pequeno grupo de amigos fiéis, poucos, muito poucos comparados aos inúmeros que Vos negam ou pelo menos desviam indiferentes o rosto de Vós! Ah! Consolai-Vos, meu doce Jesus, com os meus pobres obséquios, e perdoai. Vós mantendes as mãos estendidas para receber amorosamente a tantos ingratos que, por acaso, voltam a Vós mais tarde. Eu Vos ofereço meu coração; pedi a ele algum sacrifício que possa ser oferecido em reparação de sua honra injuriada. Quisera eu poder me oferecer como vítima neste altar por Vós e por meus irmãos infelizes!

(Aqui com muito fervor, cada um se oferecerá ao Sagrado Coração de Cristo sacramentado em expiação pelos pecados do Carnaval, aceitando por eles todas as tribulações e angústias a que Sua Divina Majestade o queira sujeitar.)

Sinal da Cruz

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Oração Inicial

Soberano Senhor sacramentado! Venho fervorosamente com coração contrito e me coloco aos vossos augustos pés para oferecer as minhas pobres homenagens de reparação, hoje que Vos vejo desconhecido e ultrajado por tantos dos meus irmãos, para Vos pedir luz, misericórdia e perdão pelas suas almas. Acompanha-me a Vossa Mãe, Maria, também minha e de todos os pecadores! Venho pedir que, apesar das minhas faltas, estas orações sejam bem recebidas perante o trono de Sua Divina Majestade. Glorioso São José, Santos Padroeiros e advogados meus e desta população; Anjos que aos milhares circundam neste momento o Tabernáculo abandonado pelos homens; Em particular vós, fiéis guardiães da minha alma e dos meus próximos por quem vou orar, intercedei por eles e por mim. E que todos vós façais para a maior glória divina, e para o meu bem e de todos os pobres pecadores, este ato de reparação que me proponho praticar. Amém.

Pai-Nosso

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave-Maria

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Oferecimento e Súplicas

℣. Meu Senhor, Jesus Cristo! Pelos meus irmãos, pobres pecadores, peço a Vossos pés que lhes concedais o salutar arrependimento e o retorno filial a Vós. ℟. Perdoai-os, Senhor.

℣. Pela pureza imaculada de vossa Mãe e pela purificação virginal de sua sagrada maternidade, perdoai a tantos infelizes as desonestidades e a lascívia com que brutalizam suas almas. ℟. Perdoai-os, Senhor.

℣. Pela pobreza de vosso nascimento e pela obscuridade de vossos primeiros anos, perdoai tantos infelizes pelos excessos de luxo com que prestam homenagem ao mundo e a Satanás. ℟. Perdoai-os, Senhor.

℣. Pela modéstia dos vossos doces olhos, que nunca fitaram o mau, e pela prudência das vossas palavras, sempre edificantes e exemplares, perdoai a tantos infelizes os olhares indecentes que dirigem ou provocam, e as conversas escandalosas, ruína do pudor e da vergonha cristã. ℟. Perdoai-os, Senhor.

℣. Pelos vossos passos e esforços em busca dos pecadores, pela vossa angústia e sede na pregação evangélica, perdoai a tantos infelizes os mil sacrifícios de saúde com que servem ao mundo e à sua carne, em vez de se sacrificarem por Vós. ℟. Perdoai-os, Senhor.

℣. Por aquele amor com que instituiu o Santíssimo Sacramento na Última Ceia, embora soubesse como o mistério de vossa infinita caridade seria ridicularizado por tantos infelizes no Carnaval. ℟. Perdoai-os, Senhor.

℣. Pela amarga tristeza que os excessos destes dias vos causaram no Getsêmani, que claramente vistes, e por aquela traição de Judas que tantos infelizes repetem hoje. ℟. Perdoai-os, Senhor.

℣. Por aquela bofetada, por aquelas chicotadas e espinhos, por aquela cruz ignominiosa que o povo judeu ingrato pediu que sofresseis, menos culpáveis do que os cristãos infelizes que renovam vossa Paixão nestes dias. ℟. Perdoai-os, Senhor.

℣. Pelas três negações com que aquele apóstolo covarde vos afligiu pela voz de uma serva, que não afligiu mais do que as repetidas negações com as quais abjuram vosso nome os cristãos, tão infelizes filhos vossos. ℟. Perdoai-os, Senhor.

℣. Pelas sete palavras que proferistes na cruz, pelo vinagre e fel que ali vos foi oferecido, pelas lágrimas que vistes derramar a vossa doce Mãe, pelas vossas agonias e último suspiro, pelo vosso sepultamento e ressurreição, que tantos infelizes não conhecem e esquecem nestes dias, como se por eles não tivésseis sofrido, morrido e ressuscitado. ℟. Perdoai-os, Senhor.

Oração de Santo Afonso Maria de Ligório para o tempo do Carnaval

Amabilíssimo Jesus, Vós que sobre a cruz perdoastes aos que Vos crucificaram, e desculpastes o seu horrendo pecado perante o Vosso Pai, tende piedade de tantos infelizes que, seduzidos pelo espírito da mentira, e com o riso nos lábios, vão neste tempo de falso prazer e de dissipação escandalosa, correndo para a sua perdição. Ah! pelos merecimentos do Vosso divino sangue, não os abandoneis, assim como mereceriam. Reservai-lhes um dia de misericórdia, em que cheguem a reconhecer o mal que fazem e a converter-se.

Protegei-me sempre com a Vossa poderosa mão, para que não me deixe seduzir no meio de tantos escândalos e não venha a ofender-Vos novamente. Fazei que eu me aplique tanto mais aos exercícios de devoção, quanto estes são mais esquecidos pelos iludidos filhos do mundo.

Amabilíssimo Jesus, não é tanto para receber os Vossos favores como para fazer coisa agradável ao Vosso divino Coração, que quero nestes dias unir-me às almas que Vos amam, para Vos desagravar da ingratidão dos homens para conVosco, ingratidão essa que foi também a minha, cada vez que pequei.

Em compensação de cada ofensa que recebeis, quero oferecer-Vos todos os atos de virtude, todas as boas obras, que fizeram ou ainda farão todos os justos, que fez Maria Santíssima, que fizestes Vós mesmo quando estáveis nesta terra. Entendo renovar esta minha intenção todas as vezes que nestes dias eu disser:

† Meu Jesus, misericórdia.

― Ó grande Mãe de Deus e minha Mãe Maria, apresentai vós este humilde ato de desagravo ao Vosso divino Filho, e por amor do Seu Sacratíssimo Coração obtende para a Igreja sacerdotes zelosos, que convertam grande número de pecadores.

† Doce Coração de Maria, sede a minha salvação.

Oração Final

Meu Senhor Jesus Cristo! Dignai-Vos aceitar em reparação pela vossa ofendida glória divina e pelos meus pobres irmãos perdidos, estas súplicas e ofertas que vos dirijo, certo da bondade com que o vosso misericordioso Coração acolherá. Tende compaixão, meu Jesus, dos vossos filhos que resgatastes com o vosso Sangue, e admiti-os um dia ao doce abraço de vossa reconciliação. Amém.

Sinal da Cruz

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Somente neste dispositivo

Minhas intenções

Registre aqui as intenções que deseja recordar durante esta oração. Elas não são enviadas ao Oratio e permanecem no armazenamento local deste navegador.

Evite registrar informações sensíveis, especialmente em dispositivos compartilhados. 0 de 1.200

Nenhuma intenção foi registrada para esta oração.