Ofício das Leituras, Ofício das Leituras da Memória de Nossa Senhora Rainha

Ofício das Leituras

Ofício das Leituras da Memória de Nossa Senhora Rainha

Sábado, 22 de agosto de 2026

Tempo Comum Branco Memória 4ª semana do Saltério
100%

℣. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
℟. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.

Hino

No alto cume dos seres,
Rainha e Virgem estás.
Com tal beleza adornada,
imperas sobre as demais.

Na criação resplandeces
como obra-prima criada,
para gerares o Filho
que te criou, destinada.

Rei purpurado no sangue,
no lenho morre Jesus;
com ele a cruz partilhando,
és Mãe dos vivos, na luz.

De tanta graça repleta,
vela por nós, pecadores;
escuta a voz dos teus filhos,
que hoje te cantam louvores.

Louvor ao Pai e ao Paráclito
e glória ao Filho também,
que te vestiram de graça
no Reino eterno. Amém.

Salmodia

Ant.1 O Senhor convocou o céu e a terra,
para fazer o julgamento do seu povo.

Salmo 49(50)

O culto que agrada a Deus
Eu não vim abolir a Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento (cf. Mt 5,17).

I

1 Falou o Senhor Deus, chamou a terra, *
do sol nascente ao sol poente a convocou.
2 De Sião, beleza plena, Deus refulge, *
3 vem a nós o nosso Deus e não se cala.

– À sua frente vem um fogo abrasador, *
ao seu redor, a tempestade violenta.
4 Ele convoca céu e terra ao julgamento, *
para fazer o julgamento do seu povo:

5 “Reuni à minha frente os meus eleitos, *
que selaram a Aliança em sacrifícios!”
6 Testemunha o próprio céu seu julgamento, *
porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. O Senhor convocou o céu e a terra,
para fazer o julgamento do seu povo.

Ant.2 Invoca-me no dia da angústia,
e então haverei de te livrar.

II

=7 “Escuta, ó meu povo, eu vou falar; †
ouve, Israel, eu testemunho contra ti: *
Eu, o Senhor, somente eu, sou o teu Deus!
8 Eu não venho censurar teus sacrifícios, *
pois sempre estão perante mim teus holocaustos;
9 não preciso dos novilhos de tua casa *
nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos.

10 Porque as feras da floresta me pertencem *
e os animais que estão nos montes aos milhares.
11 Conheço os pássaros que voam pelos céus *
e os seres vivos que se movem pelos campos.

12 Não te diria, se com fome eu estivesse, *
porque é meu o universo e todo ser.
13 Porventura comerei carne de touros? *
Beberei, acaso, o sangue de carneiros?

14 Imola a Deus um sacrifício de louvor *
e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo.
15 Invoca-me no dia da angústia, *
e então te livrarei e hás de louvar-me”.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Invoca-me no dia da angústia,
e então haverei de te livrar.

Ant.3 O sacrifício de louvor é que me honra

III

=16 Mas ao ímpio é assim que Deus pergunta: †
“Como ousas repetir os meus preceitos *
e trazer minha Aliança em tua boca?

17 Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos *
e deste as costas às palavras dos meus lábios!
18 Quando vias um ladrão, tu o seguias *
e te juntavas ao convívio dos adúlteros.

19 Tua boca se abriu para a maldade *
e tua língua maquinava a falsidade.
20 Assentado, difamavas teu irmão, *
e ao filho de tua mãe injuriavas.

21 Diante disso que fizeste, eu calarei? *
Acaso pensas que eu sou igual a ti?
– É disso que te acuso e repreendo *
e manifesto essas coisas aos teus olhos.

=22 Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus, †
para que eu não arrebate a vossa vida, *
sem que haja mais ninguém para salvar-vos!

23 Quem me oferece um sacrifício de louvor, *
este sim é que me honra de verdade.
– A todo homem que procede retamente, *
eu mostrarei a salvação que vem de Deus”.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. O sacrifício de louvor é que me honra

℣. Não cessamos de orar e interceder por vós, irmãos,
℟. Para que possais chegar ao mais pleno conhecer da vontade do Senhor.

Primeira Leitura

Do Livro do Profeta Isaías 37,21-35

Oráculo de Isaías contra o rei da Assíria

21 Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: "Isto diz o Senhor, Deus de Israel: Quanto à súplica que me fizeste sobre assuntos relacionados com Senaquerib, rei dos assírios, 22esta é a resposta que sobre ele deu o Senhor: Desprezou-te, zombou de ti a filha de Sião; a cidade de Jerusalém sacudiu a cabeça por trás de ti.23 E tu, ó rei, a quem censuraste e ultrajaste? E contra quem levantaste a voz e em quem puseste os olhos do alto de tua soberba? Não foi contra o Santo de Israel? 24 Por meio dos teus servos desafiaste o Senhor e disseste: "Com a multidão dos meus carros passei por cima dos montes e das alturas do Líbano; cortei a copa dos seus cedros e de seus mais belos abetos, penetrei em suas partes altas e no coração da mata.25 Cavei em terra estrangeira para beber água e com a marca do meu pé fiz secar todos os rios do Egito".26 Acaso, ó rei, não ouviste dizer? Eu há tempos fiz tudo isso, decidi outrora o que agora executo: o extermínio das cidades fortificadas, até se reduzirem a montões de pedras.27 Os seus habitantes, reduzidos a grupos, tremiam de medo e confusão; ficaram como capim do mato, como a grama nova ou a nascida nos tetos, que seca ao soprar o vento sul.28 Eu sei quando estás em casa, quando sais e quando entras, conheço tuas atitudes contra mim.29 Quando te irritares contra mim e a voz da tua soberba chegar aos meus ouvidos, porei uma argola em teu nariz e um freio nos teus lábios, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste.30 Quanto a ti, Israel, segue esta indicação: Este ano, será alimento o que for colhido, no ano seguinte, só o que for nascido espontaneamente, e no terceiro ano, deveis semear e colher, plantar vinhas e consumir os frutos.31 O que for salvo da casa de Judá, o que restar, criará raiz no solo e dará frutos nos ramos.32 De Jerusalém sairá o último resto e do monte Sião, o grupo dos salvos. O desvelo do Senhor dos exércitos o realizará.33 Eis agora o que diz o Senhor do rei dos assírios: Ele não invadirá esta cidade, não desfechará um tiro de flecha, não encostará nela o escudo, não porá contra ela sua máquina de guerra.34 Ele voltará pelo caminho por onde veio, e não entrará nesta cidade, diz o Senhor.35 Hei de protegê-la e salvá-la, prometo por mim e pelo meu servo Davi".

Responsório

℟. O Senhor compadeceu-se de seu povo e redimiu Jerusalém.
* Os confins de toda a terra hão de ver a salvação de nosso Deus.

℣. O Senhor manifestou seu santo braço, ante os olhos das nações. * Os confins.

Segunda Leitura

Das Homilias de Santo Amadeu, bispo de Lausana
(Hom. 7:SCh 72,188.190.192.200)
(Séc.XII)

Rainha do mundo e da paz

Considera com que justa disposição refulgiu, já antes da assunção, o admirável nome de Maria por toda a terra. Sua fama extraordinária por toda a parte se espalhou antes que sua magnificência fosse elevada acima dos céus. Pois convinha que a Virgem Mãe, em honra de seu Filho, primeiro reinasse na terra, em seguida, fosse recebida gloriosa nos céus. Fosse amplamente conhecida na terra, antes de entrar na santa plenitude. Levada de virtude em virtude, fosse assim exaltada de claridade em claridade pelo Espírito do Senhor. Presente na carne, Maria antegozava as primícias do reino futuro, ora subindo até Deus com inefável sublimidade, ora descendo até os irmãos com inenarrável caridade. Lá recebia os obséquios dos anjos, aqui era venerada pela submissão dos homens. Servia-lhe Gabriel com os anjos; ao lado dos apóstolos servia-lhe João, feliz por lhe ter sido confiada a Virgem Mãe a ele, virgem. Alegravam-se aqueles por vê-la rainha; estes por sabê-la senhora. Todos a obedeciam de coração. E ela, assentada no mais alto cume das virtudes, repleta do oceano dos carismas divinos, do abismo das graças, ultrapassando a todos, derramava largas torrentes ao povo fiel e sedento.

Concedia a saúde aos corpos e às almas, podendo ressuscitar da morte da carne e da alma. Quem jamais partiu de junto dela doente ou triste ou ignorante dos mistérios celestes? Quem não voltou para casa contente e jubiloso, tendo impetrado de Maria, a Mãe do Senhor, o que queria? Ela é esposa repleta de tão grandes bens, mãe do único esposo, suave e preciosa nas delícias. Ela é como fonte dos jardins inteligíveis, poço de águas vivas e vivificantes, que correm impetuosas do Líbano divino, fazendo descer do monte Sião até às nações estrangeiras vizinhas rios de paz e mananciais de graças vindas do céu. E assim, ao ser elevada a Virgem das Virgens por Deus e seu Filho, o rei dos reis, no meio da exultação dos anjos, da alegria dos arcanjos e das aclamações de todo o céu, cumpriu-se a profecia do Salmista que diz ao Senhor: Está à tua destra a rainha recoberta de bordados a ouro, em vestes variadas (Sl 44,10).

Responsório

℟. Houve um grande sinal no céu, a saber, viu-se uma mulher vestida de sol e tendo a lua debaixo dos pés.
* Na cabeça uma coroa de doze estrelas.

℣. À vossa direita se encontra a rainha, em veste esplendente de ouro de Ofir. * Na cabeça.

Oração

Ó Deus, que fizestes a Mãe do vosso Filho nossa Mãe e Rainha, dai-nos, por sua intercessão, alcançar o Reino do céu e a glória prometida aos vossos filhos e filhas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

✠ Conclusão da Hora ✠

℣. Bendigamos ao Senhor.
℟. Graças a Deus.