Ofício das Leituras, Ofício das Leituras de Sexta-feira da 4ª Semana do Saltério

Ofício das Leituras

Ofício das Leituras de Sexta-feira da 4ª Semana do Saltério

Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Tempo Comum Verde 4ª semana do Saltério
100%

℣. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
℟. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.

Hino

I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:
Ao som da voz do galo,
já foge a noite escura.
Ó Deus, ó luz da aurora,
nossa alma vos procura.

Enquanto as coisas dormem,
guardai-nos vigilantes,
brilhai aos nossos olhos
qual chama cintilante.

Do sono já despertos,
por graça imerecida,
de novo contemplamos
a luz, irmã da vida.

Ao Pai e ao Filho glória,
ao seu Amor também,
Deus Trino e Uno, luz
e vida eterna. Amém.

II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:
Criador do Universo
do Pai luz e resplendor,
revelai-nos vossa face
e livrai-nos do pavor.

Pelo Espírito repletos,
templos vivos do Senhor,
não se rendam nossas almas
aos ardis do tentador,

para que, durante a vida,
nas ações de cada dia,
pratiquemos vossa lei
com amor e alegria.

Glória a Cristo, Rei clemente,
e a Deus Pai, Eterno Bem,
com o Espírito Paráclito,
pelos séculos. Amém.

Salmodia

Ant.1 Ó meu Deus, escutai minha prece,
ao clamor do inimigo estremeço!

Salmo 54(55),2-15.17-24

Oração depois da traição de um amigo
Jesus começou a sentir medo e angústia (Mc 14,33).

I

–2 Ó meu Deus, escutai minha prece, *
não fujais desta minha oração!
–3 Dignai-vos me ouvir, respondei-me: *
a angústia me faz delirar!

–4 Ao clamor do inimigo estremeço, *
e ao grito dos ímpios eu tremo.
– Sobre mim muitos males derramam, *
contra mim furiosos investem.

–5 Meu coração dentro em mim se angustia, *
e os terrores da morte me abatem;
–6 o temor e o tremor me penetram, *
o pavor me envolve e deprime!

=7 É por isso que eu digo na angústia: †
Quem me dera ter asas de pomba *
e voar para achar um descanso!
–8 Fugiria, então, para longe, *
e me iria esconder no deserto.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Ó meu Deus, escutai minha prece,
ao clamor do inimigo estremeço!

Ant.2 O Senhor haverá de libertar-nos
da mão do inimigo traiçoeiro.

II

–9 Acharia depressa um refúgio *
contra o vento, a procela, o tufão.
=10 Ó Senhor, confundi as más línguas; †
dispersai-as, porque na cidade *
só se vê violência e discórdia!

=11 Dia e noite circundam seus muros, †
12 dentro dela há maldades e crimes, *
a injustiça, a opressão moram nela!
– Violência, imposturas e fraudes *
já não deixam suas ruas e praças.

–13 Se o inimigo viesse insultar-me, *
poderia aceitar certamente;
– se contra mim investisse o inimigo, *
poderia, talvez, esconder-me.

–14 Mas és tu, companheiro e amigo, *
tu, meu íntimo e meu familiar,
–15 com quem tive agradável convívio *
com o povo, indo à casa de Deus!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. O Senhor haverá de libertar-nos
da mão do inimigo traiçoeiro.

Ant.3 Lança sobre o Senhor teus cuidados,
porque ele há de ser teu sustento.

II

–9 Acharia depressa um refúgio *
contra o vento, a procela, o tufão.
=10 Ó Senhor, confundi as más línguas; †
dispersai-as, porque na cidade *
só se vê violência e discórdia!

=11 Dia e noite circundam seus muros, †
12 dentro dela há maldades e crimes, *
a injustiça, a opressão moram nela!
– Violência, imposturas e fraudes *
já não deixam suas ruas e praças.

–13 Se o inimigo viesse insultar-me, *
poderia aceitar certamente;
– se contra mim investisse o inimigo, *
poderia, talvez, esconder-me.

–14 Mas és tu, companheiro e amigo, *
tu, meu íntimo e meu familiar,
–15 com quem tive agradável convívio *
com o povo, indo à casa de Deus!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

i

Ant. Lança sobre o Senhor teus cuidados,
porque ele há de ser teu sustento.

℣. Ó meu filho, fica atento ao meu saber,
℟. Presta ouvidos à minha inteligência!

Primeira Leitura

Início do Livro do Profeta Malaquias 1,1-14; 2,13-16

Profecia sobre os sacerdotes negligentes
e sobre o repúdio

1,1 Palavra do Senhor a Israel, por meio de Malaquias. 2 "Amei-vos, diz o Senhor, e dissestes: 'De que modo nos amaste?' Não era Jacó irmão de Esaú? – diz o Senhor. 3Amei a Jacó e odiei a Esaú, transformei seus montes em solidão e dei sua herança às feras do deserto. 4Se Edom disser: 'Fomos destruídos, mas voltaremos, e edificaremos o que foi destruído', assim fala o Senhor dos exércitos: Eles edificarão e eu destruirei; serão chamados 'país da impiedade e 'povo com quem o Senhor estará irado para sempre'. 5E vossos olhos hão de ver, e vós haveis de dizer: 'Deus é glorificado além das fronteiras de Israel'.

6 O filho honra o pai, e o servo, o seu senhor. Se eu sou pai, onde está a honra que me é devida? E, se eu sou senhor, onde está o temor devido? – diz o Senhor dos exércitos a vós, sacerdotes, que desrespeitais o meu nome e ainda dizeis: 'Em que desrespeitamos nós o teu nome?' 7Ofereceis sobre o meu altar alimento impuro e ainda dizeis: "Em que te estamos ofendendo com isso?" E afirmais também: 'A mesa do Senhor não tem importância'. 8Se ofereceis à imolação um animal cego, isto não é mau? E, se ofereceis um animal coxo, doente, isto não é mau? Ofereça-o alguém a seu chefe. Irá ele ficar contente ou receber-te com favor? – diz o Senhor dos exércitos. 9Mas agora, suplicai diante de Deus, para que ele se compadeça de vós! Sendo isto iniciativa de vossa parte, não irá ele acolher-vos com benevolência? – diz o Senhor dos exércitos. 10Quem é dentre vós, que fechará as portas para não ter de acender sem necessidade o fogo do meu altar? Não tenho desejo de ficar convosco, diz o Senhor dos exércitos, nem aceitarei oferendas de vossas mãos. 11Desde o nascer do sol até ao poente, grande é meu nome entre as nações, em todo lugar se oferece um sacrifício e uma oblação pura ao meu nome, porque grande é o meu nome entre as nações, diz o Senhor dos exércitos. 12Vós, porém, o profanais no ato de dizerdes: 'A mesa do Senhor está contaminada, e sua comida não serve'. 13Dizeis: 'Quanto trabalho para ela!', e assim vós a desprezais, diz o Senhor dos exércitos. Trazeis um animal roubado, manco e doente, e o dais a mim de presente. Acaso vou aceitá-lo de vossas mãos? – diz o Senhor. 14Maldito o homem falso; possuindo no rebanho um animal perfeito, ele imola em voto ao Senhor um defeituoso. Pois eu sou o grande Rei, diz o Senhor dos exércitos, e o meu nome é temível entre as nações.

2,13 E fazeis mais ainda: cobris o altar do Senhor com lágrimas, pranto e gemidos, enquanto que eu já não olho mais para o vosso sacrifício nem recebo de vossas mãos nada que me aplaque; 14e vós dizeis: 'Por qual motivo?' Porque o Senhor é testemunha do que existe entre ti e tua esposa jovem, a quem foste infiel, tua companheira e esposa, por juramento. 15Não fez Deus uma união entre carne e espírito? A que visa a união, senão obter de Deus a semente? Respeitai, portanto, o vosso espírito; e tu não sejas infiel à tua esposa jovem. 16Se alguém, por ódio, a repudiar, diz o Senhor, Deus de Israel, terá suas vestes cobertas de iniquidade, diz o Senhor dos exércitos. Respeitai o vosso espírito e não sejais infiéis".

Responsório

℟. A Aliança que eu fiz com Levi foi um pacto de vida e de paz; para que ele a mim respeitasse e, de fato, temeu o meu nome.

* Houve a lei da verdade em sua boca, a injustiça não houve em seus lábios.

℣. Jurou o Senhor e manterá sua palavra: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec. * Houve a lei.

Segunda Leitura

Dos livros sobre a Cidade de Deus, de Santo Agostinho, bispo
(Lib. 10,6: CCL 47,278-279)
(Séc. V)

Em toda parte se sacrifica e se oferece a meu nome uma oblação pura

Toda obra que realizamos em vista de aderir a Deus em santa sociedade, isto é, relacionada com a finalidade do bem pelo qual poderemos ser verdadeiramente felizes, é verdadeiro sacrifício. Donde se segue que a própria misericórdia, que vai em auxílio de outrem, caso não se faça por causa de Deus, não é sacrifício. Pois embora feito ou oferecido por homens, o sacrifício é uma realidade divina, nome que até mesmo os antigos latinos lhe davam. Por isto o homem de Deus, o próprio homem consagrado em nome de Deus e a Deus dedicado, enquanto morre para o mundo, a fim de viver para Deus, é um sacrifício. Com efeito, também isto é uma forma de misericórdia, exercida para com a própria pessoa. Por esta razão se escreveu: Tem compaixão de tua alma, fazendo por agradar a Deus (Eclo 30,24 Vulg.).

São verdadeiros sacrifícios as obras de misericórdia para conosco mesmos ou com o próximo feitas por causa de Deus. E a finalidade das obras de misericórdia está em sermos libertos da miséria e com isso felizes. O que não acontece a não ser por aquele bem de que se fala: Para mim o bem é aderir a Deus (Sl 72,28). Disto claramente se segue que a inteira cidade redimida, isto é, a sociedade dos santos, se oferece a Deus como um sacrifício universal, por mãos do magno sacerdote. Aquele mesmo que se ofereceu a si mesmo por nós na paixão, segundo a forma de servo, a fim de sermos membros desta preciosa cabeça. Esta paixão ele a ofereceu, nela foi oferecido porque por ela é mediador, nela, sacerdote, nela é sacrifício.

O Apóstolo, com efeito, nos exorta a entregar nossos corpos como hóstia viva, santa, agradável a Deus, com obediência inteligente (cf. Rm 12,1) e a não sermos conformes a este mundo, mas transformados pela renovação de nosso espírito. E a experimentar qual seja a vontade de Deus, o que é bom, aceitável e perfeito. Todo este sacrifício somos nós. Assim diz: Pela graça de Deus que me foi dada digo a todos vós: não vos estimeis acima do que convém, mas estimai-vos na justa medida, consoante a fé que Deus vos deu. Porque assim como em um só corpo temos muitos membros, porém, nem todos os membros têm a mesma função, assim também, muitos, somos um só corpo em Cristo. Sendo cada um por sua parte membros uns dos outros, possuidores de dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada (Rm 12,3-6).

É este o sacrifício dos cristãos: embora muitos, somos um só corpo em Cristo (1Cor 10,17). É o que a Igreja celebra pelo sacramento do altar, manifestado aos fiéis. Aí se demonstra que, naquilo mesmo que oferece, ela própria se oferece.

Responsório

℟. Qual será a oferta digna que ao Senhor posso levar? Ó homem, vou mostrar-te o que é que te convém, o que Deus pede de ti:

* Que pratiques a justiça, diante do teu Deus.

℣. Pertencem ao Senhor a terra e o céu e tudo o que há neles; e agora, ó Israel, o que te pede o Senhor Deus?

* Que pratiques.

Oração

Ó Deus, sempre nos preceda e acompanhe a vossa graça para que estejamos sempre atentos ao bem que devemos fazer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

℣. Bendigamos ao Senhor.
℟. Graças a Deus.