Ofício das Leituras
Ofício das Leituras de Segunda-feira da 1ª Semana do Saltério
Segunda-feira, 16 de novembro de 2026
℣. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
℟. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.
Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.
Hino
I. Quando se diz o Ofício das Leituras durante a noite ou de madrugada:
Refeitos pelo sono,
do leito levantamos.
Ficai com vossos filhos,
ó Pai, vos suplicamos.
A vós, o som primeiro,
o amor que se irradia:
sejais princípio e fim
de cada ação do dia.
Que a treva ceda à aurora,
a noite ao sol dourado:
e a luz da graça afaste
a sombra do pecado.
Lavai as nossas faltas,
Senhor, que nos salvastes;
esteja o vosso nome
nos lábios que criastes.
A glória seja ao Pai,
ao Filho seu também,
ao Espírito igualmente,
agora e sempre. Amém.
II. Quando se diz o Ofício das Leituras durante o dia:
Divindade, luz eterna,
Unidade na Trindade,
proclamando vossa glória,
suplicamos piedade.
Cremos todos no Pai Santo,
no seu Filho Salvador
e no Espírito Divino
que os une pelo Amor.
Ó verdade, amor eterno,
nosso fim, felicidade,
dai-nos fé e esperança
e profunda caridade.
Sois o fim, sois o começo,
e de tudo sois a fonte,
esperança dos que creem,
luz que brilha no horizonte.
Vós, sozinho, fazeis tudo,
e a tudo vós bastais.
Sois a luz de nossa vida,
aos que esperam premiais.
Bendizemos a Trindade,
Deus Eterno, Sumo Bem,
Pai e Filho e Santo Espírito,
pelos séculos. Amém.
Salmodia
Ant.1 Por vossa bondade, salvai-me, Senhor!
Salmo 6
O homem aflito pede clemência ao Senhor
Agora sinto-me angustiado. Pai, livra-me desta hora (Jo 12,27).
–2 Repreendei-me, Senhor, mas sem ira; *
corrigi-me, mas não com furor!
=3 Piedade de mim: estou enfermo †
e curai o meu corpo doente! *
4 Minha alma está muito abatida!
= Até quando, Senhor, até quando.? †
5 Oh! voltai-vos a mim e poupai-me, *
e salvai-me por vossa bondade!
–6 Porque, morto, ninguém vos recorda; *
pode alguém vos louvar no sepulcro?
=7 Esgotei-me de tanto gemer, †
banho o leito em meu pranto de noite, *
minha cama inundei com as lágrimas!
–8 Tenho os olhos turvados de mágoa, *
fiquei velho de tanto sofrer!
–9 Afastai-vos de mim, malfeitores, *
porque Deus escutou meus soluços!
–10 O Senhor escutou meus pedidos; *
o Senhor acolheu minha prece!
–11 Apavorem-se os meus inimigos; *
com vergonha, se afastem depressa!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Por vossa bondade, salvai-me, Senhor!
Ant.2 O Senhor é o refúgio do oprimido,
seu abrigo nos momentos de aflição.
Salmo 9 A(9)
Ação de graças pela vitória
De novo há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos.
I
–2 Senhor, de coração vos darei graças, *
as vossas maravilhas cantarei!
–3 Em vós exultarei de alegria, *
cantarei ao vosso nome, Deus Altíssimo!
–4 Voltaram para trás meus inimigos, *
perante a vossa face pereceram;
–5 defendestes meu direito e minha causa, *
juiz justo assentado em vosso trono.
–6 Repreendestes as nações, e os maus perdestes, *
apagastes o seu nome para sempre.
=7 O inimigo se arruinou eternamente, †
suas cidades foram todas destruídas, *
e até sua lembrança exterminastes.
–8 Mas Deus sentou-se para sempre no seu trono, *
preparou o tribunal do julgamento;
–9 julgará o mundo inteiro com justiça, *
e as nações há de julgar com eqüidade.
–10 O Senhor é o refúgio do oprimido, *
seu abrigo nos momentos de aflição.
–11 Quem conhece o vosso nome, em vós espera, *
porque nunca abandonais quem vos procura.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. O Senhor é o refúgio do oprimido,
seu abrigo nos momentos de aflição.
Ant.3 Anunciarei vossos louvores
junto às portas de Sião.
II
–12 Cantai hinos ao Senhor Deus de Sião, *
celebrai seus grandes feitos entre os povos!
–13 Pois não esquece o clamor dos infelizes, *
deles se lembra e pede conta do seu sangue.
=14 Tende pena e compaixão de mim, Senhor! †
Vede o mal que os inimigos me fizeram! *
E das portas dos abismos retirai-me,
=15 para que eu possa anunciar vossos louvores †
junto às portas da cidade de Sião, *
e exultar por vosso auxílio e salvação!
–16 Os maus caíram no buraco que cavaram, *
nos próprios laços foram presos os seus pés.
–17 O Senhor manifestou seu julgamento: *
ficou preso o pecador em seu pecado.
–18 Que tombem no abismo os pecadores *
e toda gente que se esquece do Senhor!
–19 Mas o pobre não será sempre esquecido, *
nem é vã a esperança dos humildes.
–20 Senhor, erguei-vos, não se ufanem esses homens! *
Perante vós sejam julgados os soberbos!
–21 Lançai, Senhor, em cima deles o terror, *
e saibam todos que não passam de mortais!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Anunciarei vossos louvores
junto às portas de Sião.
℣. Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei.
℟. E de todo o coração a guardarei.
Primeira Leitura
Do Livro do Profeta Joel 4,1-3.9-21
Juízo final e felicidade eterna
Assim fala o Senhor: 4,1 "Eis que, naqueles dias e naquele tempo, quando eu mudar a sorte de Judá e Jerusalém, 2 reunirei todos os povos e os conduzirei ao Vale de Josafá, e ali me baterei com eles em favor do meu povo e minha herança, Israel, que eles dispersaram pelas nações, depois de dividirem minha terra. 3 Puseram em sorteio o meu povo, fizeram do menino um prostituto, venderam a menina para comprarem vinho! 9 Gritai isto às nações, organizai a luta, arrebanhai os mais fortes; que todos os guerreiros capazes se agrupem e ataquem. 10 Transformai vossos arados em espadas e vossas foices em lanças; que o fraco diga: "Eu sou forte". 11 Vinde, comparecei, povos todos ao redor, é hora de lá vos reunirdes. Envia, Senhor, os teus fortes defensores! 12 Levantem-se e ponham-se em marcha os povos rumo ao Vale de Josafá; ali me sentarei como juiz para julgar todas as nações em redor. 13 Tomai a foice, pois a colheita está madura; vinde calcar, que o lagar está cheio: as tinas transbordam, porque grande é a sua malícia. 14 Povos e mais povos no Vale da Decisão: o dia do Senhor está próximo no Vale da Decisão. 15 Escureceram o sol e a lua e as estrelas perderam o brilho. 16 Desde Sião rugirá o Senhor, fará ouvir sua voz desde Jerusalém; tremerão céus e terra, mas o Senhor será refúgio para o seu povo, será a fortaleza dos filhos de Israel. 17 Sabereis, então, que eu sou o Senhor, vosso Deus, que habito em Sião, meu santo monte; Jerusalém será lugar sagrado, por onde não mais passarão estranhos. 18 Acontecerá naquele dia que os montes farão correr vinho, e as colinas manarão leite; aos regatos de Judá não há de faltar água, e da casa do Senhor brotará uma fonte, que irá alimentar a torrente de Setim. 19 O Egito será devastado, e a Iduméia, devastada e deserta, por causa de suas atrocidades contra os filhos de Judá, derramando sangue inocente em suas terras. 20 Judá será habitada para sempre, e Jerusalém, por todos os séculos. 21 Vingarei meu sangue, não o deixarei sem castigo. O Senhor está habitando em Sião".
Responsório
Jl 3,18; Ap 22,17c.1
℟. As montanhas vinho novo manarão
e por todos os regatos de Judá
a água em torrentes correrá
e da casa do Senhor sairá uma fonte.
* Venha, pois, o que tem sede e quem quiser,
venha buscar gratuitamente a água da vida.
℣. O anjo me mostrou o rio da água viva
transparente qual cristal,
que saía ao pé do trono de Deus e do Cordeiro.
* Venha, pois.
Segunda Leitura
Do Tratado sobre o perdão, de São Fulgêncio de Ruspe, bispo
(Lib. 2,11.2-12,1.3-4: CCL 91A,693-695)
(Séc. VI)
Ao vencedor a segunda morte não causará dano
Num momento, num piscar de olhos, com a última trombeta, pois soará uma trombeta, os mortos ressurgirão incorruptos e nós seremos mudados (1Cor 15,52). Dizendo "nós", Paulo mostra que alcançarão junto com ele o dom da futura mutação aqueles que agora se mantêm na comunhão eclesial e moral com ele e seus companheiros. Querendo sugerir qual será a mudança, diz: É preciso que o corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e o mortal se revista de imortalidade (1Cor 15,53). Portanto, para que haja neles a mudança da justa retribuição, precede agora a mudança da gratuita liberalidade.
Aos que nesta vida se mudaram do mal para o bem, promete-se o prêmio da futura mudança. A graça faz com que, primeiro ressurgidos aqui espiritualmente pela justificação, comece a mudança pelo dom divino. Mais tarde, na ressurreição do corpo, que completa a mudança dos justos, a glorificação, sendo sempre perfeita, não sofrerá mudança. A graça da justificação primeiro, e depois da glorificação muda-os de tal forma que esta glorificação neles permanece imutável e eterna.
Aqui são mudados pela primeira ressurreição, que os ilumina, para que se convertam. Por ela passam da morte para a vida, da iniquidade para a justiça, da incredulidade para a fé, das más ações para a vida santa. Por isto, a segunda morte não tem poder sobre eles. O Apocalipse refere-se a isto: Feliz quem tem parte na primeira ressurreição; sobre ele não tem poder a segunda morte (Ap 20,6). No mesmo livro, lê-se: Ao vencedor a segunda morte não causará dano (Ap 2,11). Na conversão do coração consiste a primeira ressurreição, no suplício eterno, a segunda morte.
Apresse-se, então, em tornar-se participante da primeira ressurreição quem não quiser ser condenado ao eterno castigo da segunda morte. Pois aqueles que, mudados no presente pelo temor de Deus, passam da vida má para a vida santa, passam da morte para a vida e eles mesmos, em seguida, passarão da vida obscura à glória.
Responsório
Cl 3,3-4; Rm 6,11
℟. Vós morrestes, meus irmãos,
e vossa vida está escondida em Deus com Jesus Cristo.
* Quando Cristo, vossa vida, aparecer em sua glória,
vós sereis manifestados com ele igualmente.
℣. Considerai-vos, como mortos ao pecado,
mas vivendo para Deus em Jesus Cristo.
* Quando Cristo.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos a graça de estar sempre ao vosso dispor, e vos servir de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
℣. Bendigamos ao Senhor.
℟. Graças a Deus.