Encerrado o Tempo do Natal e antes de entrarmos no caminho austero da Quaresma, a Igreja nos conduz por semanas preciosas de amadurecimento interior. É um tempo menos marcado por grandes festas, mas profundamente fecundo, no qual a vida cristã se consolida no cotidiano, nas escolhas concretas, na conversão silenciosa do coração.
As meditações de Santo Afonso Maria de Ligório para este período nos colocam diante das grandes verdades da fé. A vida oculta de Jesus, o sentido da morte, o peso do pecado, a misericórdia divina, o juízo eterno e, ao mesmo tempo, a ternura do Coração de Cristo e a intercessão maternal de Maria Santíssima. Nada aqui é superficial. Santo Afonso fala à consciência, ilumina a inteligência e move a vontade.
Ao longo dessas reflexões, somos convidados a contemplar Jesus desde a infância até os mistérios de sua Paixão, a examinar com seriedade nossa vida espiritual e a renovar o desejo sincero de santidade. São meditações que incomodam, consolam, corrigem e fortalecem, sempre com o objetivo de conduzir a alma a Deus.
Este Tempo Comum I é, portanto, uma escola de verdade e amor. Verdade sobre quem somos, sobre o fim que nos espera e sobre o valor eterno de cada escolha. Amor que se manifesta na entrega de Cristo, na paciência de Deus para com o pecador e na misericórdia constante oferecida àqueles que desejam converter-se.
Que estas meditações, feitas com recolhimento e perseverança, preparem o coração para a Quaresma que se aproxima e ajudem a viver com mais seriedade, confiança e amor a vocação cristã no dia a dia.