Novena de Súplica à Nossa Senhora de Pompéia
Padre Pio depositava uma fé inabalável nas “Três Novenas” a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, recomendando-as muitas vezes a seus filhos espirituais nas cartas que lhes escrevia.
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Padre Pio depositava uma fé inabalável nas “Três Novenas” a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, recomendando-as muitas vezes a seus filhos espirituais nas cartas que lhes escrevia. A “Novena a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia”, elaborada por Bartolo Longo em 1879, deve ser rezada três vezes em seguida para implorar graças nos casos considerados mais desesperados e foi aprovada pelo Papa Leão XIII em 29 de novembro de 1887. Padre Pio recomendava ainda que deveriam rezar o Rosário inteiro todos os dias.
ORIGEM DA NOVENA
Fortuna Agrelli era uma jovem que há muito tempo vinha sofrendo de uma grave moléstia. A menina e seus pais começaram uma novena do Rosário. A Rainha do Santo Rosário a premiou com uma aparição. Maria sentava-se sobre um alto trono, contornado por numerosas figuras; trazia o Seu Divino Filho sobre o colo e na mão um rosário. Nossa Senhora e o Menino Jesus estavam acompanhados por São Domingos e Santa Catarina de Sena. O trono estava decorado com flores, a beleza de Nossa Senhora era maravilhosa.
A Santa Virgem disse: “Filha, você Me invocou com vários títulos e sempre obteve favores de Mim. Agora, posto que Me invocou com o título que muito Me agrada, ‘Rainha do Santo Rosário’, não posso mais recusar o favor que você Me pede; porque este nome é o mais precioso e querido por Mim. Faça três novenas e você obterá tudo.”
Mais uma vez Nossa Senhora lhe apareceu e disse: “Todo aquele que deseja receber graças de Mim, deve fazer três novenas de súplica (27 dias) e três novenas de agradecimento (27 dias), rezando o Rosário.”
Então, a moça sofredora, de posse de tão precioso tesouro, começou as suas novenas conforme a Mãe da Misericórdia lhe enviara. Ao final das seis novenas de oração do Santo Rosário, encontrava-se ela totalmente curada, gozando de plena saúde.
Fortuna fazia parte de uma família muito conhecida da cidade, pois seu pai era banqueiro; com isso, a notícia se espalhou e chegou ao Vaticano. Na época, ocupava a cadeira de São Pedro o grande Papa Leão XIII, que, ao tomar conhecimento detalhado dos fatos, ficou tão emocionado com o milagre que decidiu incentivar de maneira muito forte a devoção a Nossa Senhora do Rosário. Mais uma vez observamos o quanto a amorosa Mãe do Céu cuida dos seus filhos e filhas.
BARTOLO LONGO E A ORIGEM DA DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE POMPÉIA
A cidade de Pompeia passou por tragédias e tempos sombrios, mas nos anos mais recentes as tragédias foram transformadas em triunfos de Nossa Senhora do Rosário, e os tempos infelizes foram substituídos por alegres peregrinos que recebem inúmeros milagres e graças.
Nossa Senhora nunca abandona seus filhos, e os lugares mais improváveis foram escolhidos por Ela para mostrar as maravilhas que pode realizar para aqueles que são Seus devotos. O instrumento que Ela usou para a conquista desta infeliz cidade foi Bartolo Longo [1841-1926], que à primeira vista pareceria ser uma escolha improvável.
Bartolo Longo nasceu em 10 de fevereiro de 1841, em Latiano (Itália), e foi batizado três dias depois. Sua infância decorreu piedosa e feliz. Desde tenra idade, manifestou-se muito inteligente, de caráter ardente e decidido.
Decidiu estudar Direito em Nápoles. Longe de ser propícia à fé católica, a época era de negação e até mesmo de luta aberta contra a Santa Igreja. Quando terminou seu curso de Direito, em 1864, estava inteiramente desorientado pelas teorias filosóficas do materialismo e do racionalismo. A perda da fé na divindade de Jesus criou em sua alma um vazio que ele procurou preencher recorrendo ao espiritismo.
Extremista por natureza, tornou-se inimigo acirrado da Santa Igreja. Pronunciava conferências anticlericais e organizava manifestações públicas contra a religião. Se falsos amigos o arrastaram à perda da Fé, amigos autênticos foram instrumentos da Providência para reconduzi-lo à Casa Paterna.
Um destes, o Prof. Vincenzo Pepe – que Bartolo qualifica como “o amigo de minha alma, que o Senhor pôs a meu lado em todos os momentos críticos e decisivos de minha vida” – não hesitou em, numa hora oportuna, admoestar severamente o jovem advogado por sua péssima vida.
Fecundada pela graça, essa advertência surtiu efeito. Bartolo decidiu procurar o confessionário para se reconciliar com Deus. Dirigiu-se à Igreja do Rosário, em Nápoles, onde foi atendido pelo Pe. Alberto Radente, religioso dominicano. Era dia da festa do Sagrado Coração de Jesus, em 1865.
O ex-inimigo da Igreja confessou-se com profundo arrependimento. O Pe. Radente ficou maravilhado ante o poder da graça nessa alma. Bartolo Longo – homem de decisões radicais – recusou vantajosas propostas de casamento, abandonou a carreira advocatícia e se dedicou às obras de caridade e ao estudo da Religião.
Por esse meio, a Virgem Maria o foi conduzindo para a realização da grande missão para a qual o havia escolhido. Em 1872, a Condessa de Fusco confiou-lhe a administração de suas propriedades nos arredores de Pompéia. Lá chegando, ele ficou profundamente chocado ante a miséria humana e religiosa dos pobres camponeses da região. Nada havia ali, a não ser uma pequena igreja, já muito arruinada e tão pobre que não tinha uma imagem sequer.
Bartolo, profundamente preocupado, passeava pelos arredores de Pompéia. Uma dúvida o atormentava: “Depois de uma vida péssima, arrependi-me e encetei o caminho da conversão. Mas… conseguirei salvar minha alma?”
Em determinado momento, uma voz interior lhe falou no fundo da alma: “Se queres salvar-te, propague a devoção do Rosário. É uma promessa da Virgem Maria.”
Num sobressalto de júbilo, ele levanta o rosto e as mãos para o Céu e brada: “Ó Maria, se é verdade que prometeste a São Domingos que quem difunde o Rosário se salva, eu me salvarei, porque não sairei desta terra de Pompéia sem ter aqui propagado essa santa devoção.”
Nesse instante, soa o velho sino da igreja próxima para o Ângelus de meio-dia. O homem ajoelha-se, reza e chora. Chora de alegria, pois compreende que a Rainha dos Apóstolos acabava de lhe dar uma grande missão.
No coração de Bartolo Longo estava plantada a semente do futuro Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, centro internacional de irradiação dessa devoção mariana e sede de várias obras de beneficência e de formação da juventude.
Mais tarde, escreveu, fazendo alusão à sua própria experiência, que “não pode haver nenhum pecador tão perdido, nem alma escravizada pelo implacável inimigo do homem, Satanás, que não possa se salvar pela virtude e eficácia admirável do santíssimo Rosário de Maria, agarrando-se dessa corrente misteriosa que nos estende do céu a Rainha misericordiosíssima das místicas rosas para salvar os tristes náufragos deste tempestuoso mar do mundo.”
Bartolo agiu com paciência e energia, superando inúmeras contrariedades e insucessos. Ofertou um quadro de Nossa Senhora do Rosário, que havia adquirido em Nápoles, à antiga capela daquela região. A devoção cresceu com rapidez e os milagres se multiplicaram; inúmeros peregrinos foram louvar a Deus no templo dedicado à Santíssima Virgem Maria de Pompéia.
Cresceu o número dos fiéis, a igrejinha tornou-se insuficiente, tornando-se necessário construir uma maior e mais acolhedora.
Quando, em 5 de outubro de 1926, faleceu Bartolo Longo, sua obra já havia atingido proporções grandiosas. O Santuário tornara-se um centro internacional de propagação do Rosário e fora elevado à categoria de Basílica Pontifícia, para onde os peregrinos acorriam aos milhões. Em torno dele, estava construída uma cidade mariana, com numerosos institutos de beneficência.
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