✢Celebração mariana
Assunção de Nossa Senhora
Solenidade da glorificação de Maria em corpo e alma
Na Assunção, a Igreja celebra Maria elevada à glória celeste em corpo e alma, sinal da vitória de Cristo e esperança dos fiéis.
Em poucas palavras
Sobre Assunção de Nossa Senhora
A Assunção proclama que Maria, ao término de sua vida terrena, foi elevada por Deus à glória celeste em corpo e alma. Nela contemplamos antecipadamente aquilo que a graça de Cristo prepara para toda a Igreja: a vitória completa sobre o pecado e a morte.
Marcos da trajetória
Linha do tempo
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A fé da Igreja contempla a glorificação de Maria
A celebração cresce a partir da tradição cristã sobre o destino glorioso da Mãe de Deus.
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A festa se consolida no Oriente e no Ocidente
A memória litúrgica da Dormição ou Assunção passa a ocupar lugar estável no calendário cristão.
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Definição dogmática
Pio XII proclama solenemente que Maria foi elevada à glória celeste em corpo e alma.
Caminho espiritual
Virtudes em destaque
- Esperança na ressurreição
- Fidelidade
- Entrega a Deus
O destino glorioso da Mãe de Deus
No dia 15 de agosto, a Igreja celebra uma das maiores festas marianas do ano. A Assunção afirma que a Virgem Maria, ao término de sua vida terrena, foi elevada por Deus à glória do céu em corpo e alma. Aquela que recebeu o Filho eterno em seu ventre participa de modo singular da vitória que ele conquistou pela morte e ressurreição.
O dogma não determina de que maneira ocorreu o fim da vida de Maria. No Oriente, a antiga tradição fala da Dormição, destacando seu adormecimento no Senhor. No Ocidente, a palavra Assunção sublinha a ação de Deus que a elevou. As duas expressões apontam para o mesmo mistério de glorificação.
Uma fé guardada desde os primeiros séculos
A celebração possui raízes antigas e se desenvolveu na liturgia muito antes da definição solene. Os cristãos veneravam a memória da Mãe de Jesus e professavam que seu corpo, inteiramente associado à obra do Salvador, não permaneceu submetido à corrupção do sepulcro.
Em 1950, o papa Pio XII definiu solenemente a doutrina na constituição apostólica Munificentissimus Deus. A definição não criou uma crença nova, mas confirmou uma convicção amadurecida na oração, na pregação e na tradição da Igreja.
Maria não ocupa o lugar de Cristo
A Assunção só pode ser compreendida a partir da ressurreição de Jesus. Maria não sobe ao céu por poder próprio nem se coloca ao lado do Filho como uma divindade. Ela é criatura redimida, salva de maneira perfeita pelos méritos de Cristo. Tudo o que nela admiramos é fruto da graça.
Por isso, a festa é profundamente cristológica. Ela proclama o alcance da salvação realizada por Jesus. O corpo humano, tantas vezes desprezado ou utilizado como objeto, foi criado para participar da glória. A matéria não é inimiga de Deus. O Verbo assumiu um corpo, ressuscitou corporalmente e prepara a ressurreição daqueles que lhe pertencem.
Sinal de esperança para a Igreja
Em Maria, a Igreja contempla antecipadamente seu próprio destino. Ainda caminhamos entre fraquezas, tentações, doenças e morte, mas a última palavra não pertence à corrupção. A graça de Cristo deseja alcançar a pessoa inteira. Nossa história, nossos sofrimentos e até o corpo que hoje se desgasta são chamados à transfiguração.
Celebrar a Assunção não significa fugir das responsabilidades terrenas. Quem espera o céu aprende a viver melhor na terra. Maria glorificada continua sendo a mesma serva que acolheu a Palavra, visitou Isabel, permaneceu junto à Cruz e rezou com os Apóstolos. Sua exaltação confirma que nenhuma entrega feita a Deus se perde.
A solenidade nos convida a erguer os olhos sem abandonar o próximo. Caminhamos para a pátria definitiva enquanto servimos aqui, sustentados pela certeza de que Cristo venceu e de que sua Mãe já participa plenamente dessa vitória.
Para rezar
Oração
Virgem Maria, elevada ao céu em corpo e alma, aumentai em nós a esperança da ressurreição e o desejo das coisas eternas. Ensinai-nos a viver na terra com fidelidade, para que um dia participemos plenamente da vitória de vosso Filho. Amém.