Mistérios Luminosos
Terço

Mistérios Luminosos

Contemplamos os mistérios da vida de Jesus Cristo por meio desta oração que nos foi ofertada pela Virgem Maria.

Seções
7
Idioma inicial
Português
100%

O Rosário é uma poderosa arma espiritual e uma verdadeira escola de oração. Por meio da repetição piedosa das Ave-Marias e da meditação nos Mistérios da Vida de Cristo e de Nossa Senhora, somos conduzidos a um encontro com o Senhor e a Santíssima Virgem.

Mais do que palavras, o Rosário é um caminho de contemplação. Cada mistério é uma porta aberta para compreender o amor de Deus por nós, desde a Encarnação do Verbo até a Glória Celestial:

• Mistérios Gozosos: Contemplam a alegria da Encarnação, desde o anúncio do Anjo a Maria até a infância de Jesus.

• Mistérios Luminosos: Introduzidos por São João Paulo II, revelam os momentos da vida pública de Cristo, destacando Sua missão de luz e salvação.

• Mistérios Dolorosos: Convidam-nos a meditar sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor, em Seu sacrifício redentor.

• Mistérios Gloriosos: Elevam nossos corações à Glória da Ressurreição e à exaltação de Maria no Céu.

Rezando o Rosário, unimos nossa vida, com suas alegrias e dores, à vida de Jesus e de Maria, encontrando força, paz e esperança para nossa jornada.

Que ao iniciar esta santa oração, sua alma se eleve a Deus com confiança filial, sabendo que Nossa Senhora sempre intercede por seus filhos. Reze com fé, medite com atenção e ame com todo o coração. Assim, o Rosário será para você um farol que ilumina e fortalece o caminho rumo ao Céu.

Roteiro passo a passo

Mistérios e orações

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1

Orações iniciais

Sinal da Cruz

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Invocação do Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

Oremos. Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

Oferecimento do Terço

Divino Jesus, oferecemos-Vos este Terço que vamos rezar, contemplando os mistérios da Vossa Redenção. Concedei-nos, pela intercessão da Virgem Maria, Vossa e nossa Mãe, as virtudes necessárias para bem rezá-lo e a graça de alcançar as indulgências anexas a esta santa devoção.

Oferecemo-lo, sobretudo, em reparação aos Corações Santíssimos de Jesus e Maria, nas intenções do Imaculado Coração de Maria, pelo Santo Padre, o Papa, e suas intenções, por toda a Santa Igreja, pela santificação do clero e das famílias, pelas almas do purgatório, pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias, pela paz no mundo, pelo Brasil e por todas as intenções que trazemos em nosso coração (dizer as intenções).

Profissão de Fé

Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Pai Nosso

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave Maria - 1

℣. O Anjo do Senhor anunciou à Maria. ℟. E ela concebeu do Espírito Santo.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Ave Maria - 2

℣. Eis aqui a escrava do Senhor. ℟. Faça-se em mim segundo a Vossa palavra.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Ave Maria - 3

℣. E o Verbo se fez carne. ℟. E habitou entre nós.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ó meu Jesus

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.

Ó Maria

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós.

2

Primeiro Mistério

Batismo de Jesus Cristo

Não iniciada

Contemplemos a humildade inacessível de Cristo, o Cordeiro sem mancha que desce às águas do Jordão. Ele vem da Galileia, movido pela vontade do Pai, para cumprir cada detalhe da obra da salvação. João, o Precursor, estremece diante desta cena: «Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim». Nessa exclamação surge o reconhecimento claro da santidade divina. João sabe que está diante do Santo de Israel.

Mas Jesus responde com aquela serenidade que manifesta a ordem eterna de Deus. «Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa». O Filho eterno assume plenamente nossa condição humana, embora sem pecado algum. Submete-se ao batismo de penitência para santificar as águas e abrir caminho para o sacramento que nos regenerará. Aquele que não precisava ser purificado escolhe, por amor, colocar-se na fila dos pecadores.

Após sair das águas, o céu se abre. O Espírito Santo desce em forma de pomba, repousando sobre Cristo, e o Pai proclama sua voz divina. «Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição». Neste momento resplandece o mistério da Santíssima Trindade. O Pai manifesta o Filho. O Espírito atesta a verdade. O Jordão torna-se testemunha eterna da revelação do Deus Uno e Trino, que se inclina sobre a humanidade para iniciá-la nos caminhos da graça.

Este mistério é um golpe contra todo espírito moderno que tenta reduzir Jesus a um simples mestre moral. O Pai o apresenta como Filho amado. Não como profeta comum, mas como o Verbo eterno feito carne. Quem O contempla nas águas do Jordão entende que não há neutralidade possível diante de Cristo. Ou se O reconhece como Filho de Deus ou se permanece na cegueira que o mundo tanto promove.

Meditação

Ao contemplar este mistério, aprendamos de Cristo a humildade que não busca glória humana. O Senhor desce às águas para nos elevar. Santifica o que toca. Assume nossa miséria para nos dar sua graça. Quantas vezes resistimos às purificações que Deus nos pede? Quantas vezes recusamos a justiça de Deus por causa do orgulho?

Meditemos também sobre a nossa filiação divina. Nas águas do batismo, tornamo-nos filhos amados do Pai. Este mistério nos recorda quem realmente somos e para quem fomos feitos. O mundo tenta desfigurar essa verdade, mas o céu nunca deixa de proclamá-la.

Neste primeiro mistério luminoso, peçamos a Cristo a graça de renovar em nós o espírito do batismo. Que o Espírito Santo desça sobre nossa alma com nova força. Que o Pai nos reconheça como filhos fiéis. Que Maria, Mãe do Filho amado, nos ajude a viver segundo a luz que nasceu no Jordão.

Evangelho de Mateus 3,13-17

13 Da Galileia foi Jesus ao Jordão ter com João, a fim de ser batizado por ele. 14 João recusava-se: “Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!”. 15 Mas Jesus lhe respondeu: “Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa”. Então, João cedeu.

16 Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus. 17 E do céu baixou uma voz: “Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição”.

Pai-Nosso

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave-Maria

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Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ó meu Jesus

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.

Ó Maria

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós.

3

Segundo Mistério

Milagre nas Bodas de Caná

Não iniciada

Contemplemos a cena das bodas em Caná. Uma festa simples, de uma família comum, mas onde Deus decidiu iniciar a manifestação pública de sua glória. A Mãe de Jesus está presente. E onde Ela está, Cristo derrama graças em abundância. Jesus, seus discípulos e Maria participam daquela celebração que, sem saber, tornar-se-á o palco do primeiro sinal do Salvador.

Falta o vinho. Falta aquilo que sustenta a alegria da festa. E Maria, atenta, intercede: «Eles já não têm vinho». Em poucas palavras, Ela revela o coração materno que vê a necessidade antes de ser pedida. Cristo lhe responde: «Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou». Mas Maria, segura da misericórdia de seu Filho, volta-se aos serventes e proclama a frase que atravessa toda a história da Igreja: «Fazei o que Ele vos disser».

Assim se abre o caminho do milagre. Não é o vinho que importa, mas a obediência. Não é a festa humana, mas o ensinamento divino. Jesus ordena que encham as talhas destinadas às purificações judaicas. Talhas de pedra vazias. Símbolo da Antiga Aliança que, agora, será preenchida pela graça nova. Eles obedecem. Enchem até o topo. E quando tiram a água, ela já é vinho. Vinho excelente, melhor que o primeiro.

O chefe dos serventes se admira. O noivo não compreende. Poucos sabem a origem daquele prodígio. Mas os discípulos veem a glória de Cristo. E creem. O milagre não foi apenas um gesto de bondade, foi a primeira luz que o Messias acendeu para revelar que a hora divina se aproxima. A presença de Maria no início do ministério público de Cristo não é um detalhe secundário. Ela é a porta pela qual a graça passa. Sua intercessão obtém o primeiro milagre assim como obtém, até hoje, as graças de que precisamos.

Meditação

Ao contemplar este mistério, aprendamos a confiar profundamente na intercessão da Santíssima Virgem. Ela percebe nossas faltas e necessidades antes de nós mesmos. Quantas vezes nossa alma já não teve “vinho”, ou seja, fervor, alegria, pureza e força, e mesmo assim Maria nos sustentou?

Meditemos também sobre a obediência. Os serventes não discutiram, não questionaram, não exigiram explicações. Apenas obedeceram. E porque obedeceram, viram a glória de Deus. Quantas graças deixamos de receber porque não fazemos o que Cristo nos manda? O Rosário é um lembrete constante dessa ordem materna. «Fazei o que Ele vos disser».

Neste segundo mistério luminoso, peçamos a Nossa Senhora a capacidade de escutar e cumprir a vontade de Cristo. Que Ela nos ensine a manter a alma sempre aberta à graça. Que sua intercessão transforme nossas águas pobres no vinho novo da vida espiritual. E que a glória de Cristo, revelada em Caná, seja revelada também em nossos corações obedientes.

Evangelho de João 2,1-12

1 Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galileia, e achava-se ali a mãe de Jesus. 2 Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. 3 Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: “Eles já não têm vinho”. 4 Respondeu-lhe Jesus: “Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou”. 5 Disse, então, sua mãe aos serventes: “Fazei o que ele vos disser”.

6 Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. 7 Jesus ordena-lhes: “Enchei as talhas de água”. Eles encheram-nas até em cima. 8 “Tirai agora” – disse-lhes Jesus – “e levai ao chefe dos serventes”. E levaram.

9 Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo 10 e disse-lhe: “É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho me­lhor até agora”.

11 Esse foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galileia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. 12 Depois disso, desceu para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ali só demoraram poucos dias.

Pai-Nosso

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave-Maria

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Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ó meu Jesus

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.

Ó Maria

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós.

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Terceiro Mistério

Anúncio do Reino de Deus

Não iniciada

Contemplemos o início da pregação pública de Nosso Senhor. João Batista foi preso. A voz do Precursor silencia nas prisões de Herodes. É a hora de Cristo iniciar seu ministério. Jesus dirige-se à Galileia e proclama com autoridade divina: «completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho».

Estas palavras não são apenas um convite. São um chamado urgente para nós. O tempo se completou porque a salvação está diante dos homens. O Filho de Deus caminha entre nós e anuncia o Reino que não passa. Ele não pede reformas superficiais, mas conversão verdadeira. Ele não chama apenas a uma vida mais moralista, mas a uma vida nova na graça. Ele exige penitência, mudança de coração, abandono total do pecado e fé viva.

O mundo de hoje tenta minimizar este chamado, como se a conversão fosse opcional. Mas Cristo não negocia a verdade. O pecado é morte. A penitência é o caminho de vida. Crer no Evangelho não é aceitar algumas ideias bonitas, é entregar a alma inteira ao domínio de Deus.

Este mistério nos coloca diante de uma pergunta decisiva. Se eu morresse hoje, estaria salvo? Não é pergunta para assustar, mas para acordar. O Senhor lembra. O Reino está próximo. Não sabemos quanto tempo resta. Cada dia é graça. Cada dia é ocasião de conversão. Cada dia é um convite que pode não se repetir.

O verdadeiro discípulo vive preparado. Vive em estado de vigilância. Reconhece que sua alma é mais importante do que seus projetos e que nada vale mais que a eternidade. A vida passa como sombra. A morte chega sem pedir licença. Feliz o que se converte enquanto há tempo. Feliz o que purifica o coração hoje para não lamentar amanhã.

Meditação

Ao contemplarmos este mistério, deixemos que o chamado de Jesus penetre profundamente em nós. Ele diz: Fazei penitência. Como estão nossas penitências? Quantas vezes adiamos a luta contra o pecado porque nos falta coragem? Quantos hábitos mantemos porque preferimos o conforto à santidade?

Ele diz também: Crede no Evangelho. Mas cremos de verdade? Cremos ao ponto de mudar nossa vida? Cremos ao ponto de abandonar o que nos afasta de Deus? Ou vivemos numa fé morna que não salva nem transforma?

Memento mori: Lembre-se que você um dia morrerás. Esta verdade não deve gerar medo, mas arrependimento. Quem vive com o olhar na eternidade não perde tempo com o que não salva. Quem vive lembrando da morte aprende a amar mais, servir mais, purificar mais, vigiar mais.

Neste terceiro mistério luminoso, peçamos a graça de uma conversão sincera. Peçamos o dom do arrependimento verdadeiro, da fé viva e da vigilância constante. Que Cristo, Nosso Senhor, desperte em nós o santo temor de Deus e o desejo ardente de alcançar o céu.

Evangelho de Marcos - 1,14-15

14 Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galileia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: 15 “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho”.

Pai-Nosso

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave-Maria

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Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ó meu Jesus

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.

Ó Maria

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós.

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Quarto Mistério

Transfiguração de Nosso Senhor

Não iniciada

Contemplemos o Senhor que conduz Pedro, Tiago e João para o alto da montanha. Cristo os separa do mundo para revelar algo que não pode ser visto na planície da rotina. Os grandes mistérios não se compreendem no barulho, mas na subida, no esforço, no recolhimento. Naquele cume silencioso, o Salvador manifesta por um instante a glória que possui desde a eternidade. Seu rosto brilha como o sol. Suas vestes tornam-se mais brancas do que qualquer pureza terrestre. É a luz da divindade que atravessa o véu da humanidade.

Moisés e Elias aparecem. A Lei e os Profetas reconhecem em Jesus o cumprimento de todas as promessas. A Antiga Aliança se inclina diante do Autor da Nova. Pedro, maravilhado, deseja permanecer ali: «Senhor, é bom estarmos aqui». Quem contempla a glória de Cristo deseja ficar. Mas ainda não é a hora da permanência. O caminho passa pela cruz antes de chegar à vista plena da glória eterna.

A nuvem luminosa envolve os discípulos e a voz do Pai ressoa com clareza: «Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha afeição. Ouvi-o». Estas palavras ecoam como um mandamento para todas as eras. Não basta admirar Cristo, é preciso ouvi-lo. Ouvir sua doutrina, ouvir seus mandamentos, ouvir sua Igreja. O Pai não pede que interpretemos Jesus segundo nossas preferências pessoais, pede que o obedeçamos. A verdadeira fé nasce da submissão humilde a esta voz divina.

Os discípulos caem por terra, tomados de santo temor, porque a presença de Deus revela ao mesmo tempo sua majestade e nossa fragilidade. Mas Jesus se aproxima, toca-os e diz: «Levantai-vos e não temais». Ele convida à confiança. Aquele que é glorioso também é misericordioso. Aquele que brilha como o sol se inclina para erguer os que tremem. É assim que Ele age sempre na alma sincera: manifesta a grandeza para despertar reverência e aproxima-se para infundir coragem.

Quando os discípulos levantam os olhos, veem apenas Jesus. Nem Moisés, nem Elias, nem a nuvem, nem a luz. Apenas Jesus. Esta é a lição suprema da Transfiguração. No fim de tudo, resta Cristo. Ele é o centro da fé, a meta da vida espiritual. Ele é a glória eterna escondida por ora sob o véu da cruz e da humildade.

Meditação

Ao contemplar este mistério, aprendamos a buscar a montanha da oração. Sem subir, não veremos a glória. Sem silêncio, não ouviremos a voz do Pai. Sem esforço interior, não seremos transfigurados pela graça.

Meditemos também na ordem divina: «Ouvi-o». O mundo rejeita esta voz porque quer moldar o Evangelho segundo seus caprichos e ideologias. O cristão fiel, porém, curva-se diante de Cristo. A Transfiguração nos lembra que Ele é a verdade, não apenas um mestre entre outros.

Peçamos ainda a graça do santo temor de Deus, que purifica o coração, e da santa confiança, que o Senhor concede aos que se deixam tocar por Ele.

Neste quarto mistério luminoso, imploremos a Nosso Senhor que ilumine nossa alma com sua luz e nos prepare para contemplar sua glória no céu, depois de passarmos com fidelidade pela cruz que Ele nos confia.

Evangelho de Mateus - 17,1-8

1 Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. 2 Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. 3 E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele.

4 Pedro tomou, então, a palavra e disse-lhe: “Senhor, é bom estarmos aqui. Se queres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias”. 5 Falava ele ainda, quando veio uma nuvem luminosa e os envolveu. E daquela nuvem fez-se ouvir uma voz que dizia: “Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha afeição; ouvi-o”. 6 Ouvindo esta voz, os discípulos caíram com a face por terra e tiveram medo. 7 Mas Jesus aproximou-se deles e tocou-os, dizendo: “Levantai-vos e não temais”. 8 Eles levantaram os olhos e não viram mais ninguém, senão unicamente Jesus.

Pai-Nosso

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave-Maria

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Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ó meu Jesus

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.

Ó Maria

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós.

6

Quinto Mistério

Instituição da Eucaristia

Não iniciada

Contemplemos o silêncio daquela noite sagrada. Nosso Senhor, prestes a entregar-se à morte, reúne os apóstolos para celebrar a verdadeira Páscoa. O que está para acontecer ultrapassa toda compreensão humana, porque ali se inaugura o sacramento que sustenta a Igreja até o fim dos tempos. Jesus declara o desejo ardente de viver aquele momento com os seus, e esse desejo nasce do amor eterno que o move a permanecer conosco.

No gesto simples de tomar o pão, dar graças e parti-lo, o Verbo encarnado realiza o maior prodígio de sua misericórdia. Ele diz: «Isto é o meu Corpo, que é dado por vós». Não é símbolo, não é lembrança abstrata, é o Deus vivo que se oferece como alimento. Em seguida toma o cálice e declara: «Este cálice é a Nova Aliança em meu Sangue»”. Aqui se consuma o que os profetas anunciaram. A Antiga Aliança cede lugar ao sacrifício perfeito, e o Sangue que será derramado no Calvário já se faz presente, de modo incruento, nas mãos do sacerdote eterno.

Contemple este mistério com profundo respeito. A Eucaristia é o coração da Igreja. É Cristo escondido sob aparências humildes que se entrega por amor. Quem se aproxima do altar precisa fazê-lo com fé viva e alma purificada. Quantos cristãos, porém, tratam a Eucaristia com indiferença? Quantas comunhões são feitas sem preparação, sem exame de consciência, sem temor santo diante da presença real? Nosso Senhor permanece no Sacrário esperando corações contritos e adoradores, mas encontra tantas vezes frieza e distração.

Meditação

Ao rezar este mistério, supliquemos a graça de amar profundamente o Santíssimo Sacramento. Peçamos um aumento de fé para reconhecer ali o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Cristo. Que cada comunhão seja vivida com reverência sincera e com o propósito firme de abandonar o pecado. Não podemos aproximar-nos do Deus vivo de modo superficial. A Eucaristia é fogo que purifica os humildes e julga os tíbios.

Meditemos também sobre o sacrifício. A Missa atualiza o sacrificio do Calvário. Se Cristo se entrega totalmente por nós, como podemos continuar entregando a Ele tão pouco? Peçamos força para viver de maneira coerente, com espírito de reparação pelos pecados do mundo e pela tibieza de tantos que ignoram a presença real.

Neste quinto mistério luminoso, adoremos o Senhor que permanece conosco até o fim dos tempos. Coloque diante dEle suas fraquezas, seus medos, seus pecados. Deixe que Ele o transforme. Que Nossa Senhora nos ensine a receber seu Filho com alma pura e coração ardente. Que cada comunhão seja início de uma vida mais fiel ao Evangelho e mais enraizada no amor de Cristo.

Evangelho de Lucas 22,14-20

14 Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos. 15 Disse-lhes: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer. 16 Pois vos digo: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus”.

17 Pegando o cálice, deu graças e disse: “Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. 18 Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus”. 19 Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim”. 20 Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…

Pai-Nosso

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Ave-Maria

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Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Glória ao Pai

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ó meu Jesus

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.

Ó Maria

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós.

7

Conclusão

Infinitas Graças

Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos agora e para sempre tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo e para mais nos obrigar vos saudamos…

Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e, depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

Sinal da Cruz

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

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