Capítulo XXVIII
Dos artifícios astutos empregados pelo demônio para destruir completamente aqueles que ele já arrastou ao pecado
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Quando o demônio enreda uma alma no pecado, emprega todos os meios à sua disposição para desviar-lhe a atenção de tudo quanto poderia fazê-la reconhecer a terrível condição em que caiu.
Ele não se contenta em sufocar toda inspiração do Céu e sugerir em seu lugar maus pensamentos; procura ainda precipitá-la em novas faltas, da mesma natureza ou ainda mais perversas, proporcionando-lhe ocasiões perigosas de pecado.
Assim, privada da orientação celeste, a alma acumula pecado sobre pecado e se endurece em seus maus caminhos. Revolvendo-se no lodo, corre de treva em treva e de um abismo a outro, afastando-se cada vez mais do caminho da salvação e multiplicando os pecados, a menos que uma graça extraordinária do Céu venha fortalecê-la.
O remédio mais eficaz contra esse mal é acolher voluntariamente os auxílios divinos que conduzirão a alma das trevas para a luz e do vício para a virtude. Clame a alma: “Senhor, ajudai-me! Apressai-Vos em socorrer-me! Não me deixeis por mais tempo nas trevas do pecado e da morte!” Essas ou outras jaculatórias semelhantes devem ser repetidas com frequência.
Se for possível, procure-se imediatamente o conselho do confessor contra os assaltos do inimigo. Se isso não for possível, ajoelhe-se diante de um Crucifixo ou suplique compaixão e auxílio à Rainha do Céu.
A vitória depende inteiramente da diligência com que se empregam esses esforços.